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Medicalização de forma abusiva, leva a negação da Escuta



O Brasil, segundo a OMS, é o país que tem a maior taxa de ansiedade do mundo. Cerca de mais de 18 milhões de pessoas, vão em busca de remédios psiquiátricos para viver. Será que está acontecendo algo?

Talvez sim! Vamos a algumas hipóteses:

Os psicotrópicos, podem também fazer a pessoa acreditar, que basta tomar a "pílula da felicidade" e tudo está resolvido, no entanto, os remédios psiquiátricos têm como modo de dizer, uma faca de dois gumes. De um lado, podem dar o mínimo de energia e disposição, para que a pessoa possa enfrentar a vida cotidiana. Pois a pessoa precisa de algo para enfrentar os seus problemas.

De outro lado, o que tem acontecido, a pessoa que faz o mal uso da medicação, ou se acostuma a querer resolver a situação de forma prática, é um mal estar dentro de si, que não se cura com o remédio psiquiátrico. E aí vem a pergunta: Se existe este mal estar, se continua aparecendo esta angústia, mesmo tomando a "pílula da felicidade", e os sintomas aos poucos começam a voltar, como tristeza, falta de sentido, etc. significa que algo não está dando certo.

Então temos que entender outra coisa: vou escutar que dentro de mim existe coisas que me causam mal estar, ou eu vou continuando simplesmente tomando a medicamento, e não quero escutar, e nem me preocupar o porquê a "pílula da felicidade" não está resolvendo de fato a minha situação.

Em muitos casos as pessoas não querem escutar de forma alguma, preferem continuar se enganando e tomando remédios para o resto da vida.

Terapia?

Nem pensar! Surge uma negação da realidade que a pessoa está vindo, e os medicamentos para contornar a situação, de tempos em tempos vai aumentando a dose, para que o organismo da pessoa, vai de tempos em tempos camuflando este mal estar não resolvido.

Muitos chegam até afirmar: Prefiro ficar com os medicamentos, do que ter que encarar a minha realidade. Sem dúvida é uma escolha, porém a mesma escolha não basta para a vida da pessoa, que continua vivendo em camuflar os sofrimentos do dia a dia.

Cuidado com a medicalização, pois na maioria das vezes, resolve os "porquês" da vida.

O processo da mudança é difícil, mas não mudar é continuar carregando os pesos do passado, que poderiam, com coragem, não existir mais.



Psicanalista Alessander Capalbo

Fone Zap – (61) 99500-0200



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